a fruta da época
A banca no poder, ou o poder da banca.
As substituições de Papandreou por Papademos e de Berlusconi por Monti foram na realidade dois golpes de estado de um um novo género, sem tiros, sem sangue, orquestrados pelos mercados financeiros.
O método é simples: criar uma enorme pressão sobre as taxas de juros das dívidas dos países visados, o que desencadeia uma enorme instabilidade política e por fim, apresentar um tecnocrata para tomar conta dos destinos do país.
Estes golpes de estado não são perpetrados por um grupo político ou pelas forças armadas. As mudanças de chefias políticas são apresentadas como uma necessidade em consequência da engrenagem da desconfiança dos mercados sobre a capacidade de certos países em pagar as dívidas.
Ultrapassando as instâncias democráticas dos respectivos países, são então instalados no poder pessoas ligadas aos grandes grupos financeiros mundiais. Mário Monti está ligado ao Goldman Sachs, assim como Mário Draghi recentemente eleito presidente do Banco Central Europeu. Lucas Papademos foi governador do Banco da Grécia durante a falsificação da dívida grega pelo Goldman Sachs. Todos são membros da Comissão Trilateral ou do clube de Bilderberg.
Actualmente, os lugares-chave do poder na Europa estão nas mãos do Goldman Sachs. Como chegaram a esses cargos? Com que meios e com que fim? Salvar os Estados Unidos à custa dos europeus?
No terceiro mundo os militares eternizam-se ou tomam conta do poder, no mundo civilizado, a democracia tem destas coisas.
E Portugal? Para lá caminhamos...
A nível local há dois apontamentos que me apetece falar.
A construção nesta freguesia de um terceiro motel, ao que parece com fundos comunitários.
Em contraste os centros de dia, as creches, os Atl´s, etc são pouco e mal financiados.
Construam-se motéis, que o País precisa. A iniciativa privada deve ser apoiada, mas por amor de Deus, devia de haver mais cuidado no licenciamento destes empreendimentos, quando numa extensão de pouco mais de duzentos metros vão coabitar três motéis.
Na Mealhada existem três pinheiros, Valadares, será conhecida pelos três motéis.
Quando se instalou na A29, junto ao Restaurante Flor do Paraíso, uma pórtico para cobrança de portagem, todos foram contra. A Junta de Freguesia de Gulpilhares conseguiu que o Município de Gaia se associasse a esta manifestação e num fim de tarde, sob a cobertura mediática da Imprensa, em conjunto decidiu-se enviar ao Governo de então, uma missiva para que a sensibilidade deste viesse ao de cima, no sentido de deslocar este pórtico para duzentos metros acima.
Hoje o Governo é outro, tudo poderia ter sido diferente, mas não é.
O pórtico permanece no local, o que atesta, na essência, o que é a política, na oposição diz-se uma coisa, no poder as coisas são bem diferentes.
Quem sofre é o povo gaiense e as ruas circundantes, outrora calmas, hoje são autênticas romarias de carros, tornando-as perigosas.
É a fruta da época.